quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Resenha - O Que há de estranho em mim

O há de estranho em mim, achei esse livro perdido na prateleira de uma livraria depois de uma hora procurando algum livro que me chamasse atenção. Assim que vi a capa e o nome me interessei, abri o livro para dar uma olhada e ele já começa com: “dedico esse livro a todas as garotas incompreendidas”.

Foto: Dani Cruz 

Titulo: O que há de estranho em mim
Número de páginas: 224
Editora: Arqueiro
Autora: Gayle Forman
Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão. Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.



Brit, uma garota comum, de mechas rosa no cabelo, tatuagens e toca em uma banda chamada Clod, é talvez ela não seja tão comum assim. Logo no inicio do livro é notório que ela não gosta de sua madrasta e a chama o tempo todo de “monstra”, mesmo seu pai insistindo para que ela a chame de mãe. No começo achei que ia ser uma coisa meio cinderela, – inclusive é o apelido dela entre as meninas – me enganei.
Vou confessar que fiquei muito agoniada quando logo no começo o pai de Brit a engana para leva-la até a Red Rock, eles estavam afastados e quando ela achou que finalmente estavam se divertindo juntos de verdade e se deu conta estava sendo trancafiada, literalmente.

“Fui jogada numa saleta abafada e a porta foi trancada”. Soluçando, esperei que papai caísse na real, visse a grande besteira que estava fazendo e viesse me buscar.
Mas não foi isso que aconteceu.”  

A história dela não foi nada fácil. A mãe sumiu quando ela era menor, pois estava com um problema de saúde e foi com a banda que Brit achou uma forma de se recuperar e onde conheceu Jed, o garoto que ela era apaixonada, descobriu que o sentimento era recíproco e viveu um romance de derreter o coração e teve que se ver longe disso não foi fácil.
“Era como se a música me curasse, trazendo de volta a pessoa que eu era, a minha autoconfiança, lembrando que os seis meses anteriores eram apenas uma exceção. A vida real era maravilhosa e, por mais distante que parecesse naquele momento, ainda existia. Eu ainda existia.”

A cada página e a cada detalhe sobre a vida de Brit e das outras garotas, uma angustia tomava conta de mim, é impossível não sofrer junto. Você não consegue entender, é impossível  entender o motivo dos pais para coloca-las na Red Rock, até porque são todas jovens comuns, e como todo jovem, cada uma com seus problemas, alguns realmente precisavam de tratamento – um adequado, não a tortura que a Red Rock oferece – como nos casos de problemas de anorexia,  mas a maioria era enviada para lá por causa da opção sexual, porque estavam acima do peso – um dos motivos mais bizarro de todos –  ou até mesmo por tocarem em uma banda e terem tatuagens, isso é  inacreditável.

“Quando me traçaram na Red Rock, comecei a me sentir vazia, cansada e, na maioria das vezes, revoltada. Em alguns dias, eu simplesmente desejava desaparecer da face da Terra. Portanto, não só eu não fazia a menor ideia de quando poderia voltar à minha vida normal, como também não sabia quem eu seria quando isso enfim acontecesse.”

O livro é muito bom, achei que a história foi muito bem contada. O mais legal é que por mais que a Brit seja a protagonista, o livro conta a história das outras personagens também. Brit, V , Cassie, Bebe e Martha criam uma ligação linda, e amei ler as partes que elas estavam juntas e as parte que a Brit fala sobre Jed, claro. Ao decorrer do livro acontecem muitas coisas inesperadas e descobertas que realmente surpreendem, de verdade. 

Eu já terminei faz um tempo, porém fui escrever a resenha só agora haha. Não foi o que eu esperava, não que tenha sido ruim foi só diferente do que imaginei mas, estou bem satisfeita com a leitura. 

Beijos, até o proximo post ❤️ 


2 comentários:

  1. Vim até aqui para saber se você irá ou não me emprestar esse livro! Hahaha
    Eu gosto muito dos livros da autora, quando li "eu estive aqui" fiquei impressionada em como a ela escreveu uma história com um tema tão forte de uma forma simples e tocante, imagino que o mesmo tenha acontecido aqui, por mais que eu saiba da revolta que a leitura vai me causar eu já estou louca para ler! Parabéns pela resenha!
    Ps: amei a foto hein ;)

    Beijos
    Dani Cruz
    blog-emcomum.blogspot.com.br

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    1. Claro que vou! Esse é o primeiro livro que eu li da autora e gostei muito, "eu estive aqui" parece ser muito bom, inclusive eu procurei ele antes de achar "o que há de estranho em mim". Fico feliz que tenha gostado da resenha, obrigada <3
      ps: imagino que tenha gostado da foto haha

      Beijos

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